terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Bruna Entrevista: 4x04 - Eduardo Paiva


Carnaval está quase chegando ao sem fim, não é mesmo? Mas hoje, hoje é dia de entrevista, bebê! E eu trouxe para vocês, um dos participantes da finada Casa dos Artistas, Dudu Paiva! O rapaz vem conversar sobre o confinamento no reality show do SBT, quase onze anos depois da experiencia e também aproveita para falar sobre sua carreira e o que tem feito. Vamos conferir? Simbora então!

Bruna Jones: Você participou da quarta e última edição da "Casa dos Artistas". Como foi o processo de seleção que você enfrentou?
Eduardo Paiva: Fiz então a inscrição no site do SBT no último dia, duas semanas depois estava na sede do SBT em São Cristóvão para uma entrevista. Estavam também o Claudio Melibeu (que participou do reality) e a Ana Paula Almeida (ex-paquita). Depois de preencher um longo questionário, fui levado para o estúdio. Lá, um produtor estava à espera para conversar comigo com sua câmera já posicionada. Contei então um pouco sobre mim, minha família, sonhos e a vontade de entrar no programa. Uma semana depois, agendaram uma viagem a São Paulo para fazer exames, conversar com psicóloga e ainda encenar dois textos: de comédia e drama. Depois dessa fase, lembro que o número de candidatos havia caído para 27. Depois de mais uma espera, a produção ligou e pediu para que eu fizesse as malas para três meses, mas que nada ainda estava certo, seria decidido no palco durante a estreia.

Bruna Jones: Quais os motivos que te levaram a se inscrever no reality show?
Eduardo Paiva: O apelo era bem diferente de um BBB, por exemplo. Não oferecia milhões como prêmio, mas um sonho, uma oportunidade de trabalho na TV.


Bruna Jones: Quase onze anos atrás, você estava confinado no programa. Quais lembranças você leva contigo?
Eduardo Paiva: É emocionando relembrar de tudo. Antes de entrarmos no palco, fomos levados para dentro da Casa onde estava nada menos que Silvio Santos. Faltavam algumas horas para iniciar o programa e faríamos ali um ensaio do que aconteceria no palco. Silvio então improvisou algumas situações para que a gente relaxasse e desejou sorte a todos. Foi ali que, de fato, todos se viram e se conheceram. Ao sairmos da Casa, fomos separados em camarins até começar. A convivência com todos foi muito marcante pra mim, as aulas, as provas de talento... Só não gosto de lembrar da final, foi um pouco frustrante. As pessoas que torceram por mim não puderam me dar o prêmio por conta de uma regra surpresa que estabelecia dois duelos de monólogos. Houve uma separação: Claudio com o Alexandre e eu com a Carol (o curioso, pra não dizer outra coisa, foi colocarem a vencedora da última prova de talento comigo, que tive a menor nota nessa prova). Silvio Santos então anunciou a entradas dos “convidados surpresas”: Zezé Motta, Paulo Autran e Nilton Travesso. Os três analisariam os monólogos e escolheriam um de cada dupla para seguir para a decisão final. Mas me perguntei: cadê o direito do público de votar? Não foi assim desde o início? Acho que houve um desrespeito com as pessoas que torciam por mim. O próprio Silvio Santos, ao iniciar a apresentação do último programa, comentou que, provavelmente, eu levaria o prêmio por estar desde o início por último na indicação no site para deixar o programa (os internautas votavam em uma enquete no site escolhendo o participante que queriam que deixasse o programa, aquele que tivesse maior percentual de votos ia direto para o “paredão” junto com o mais votado pela Casa e com a menor nota na prova de talento). Curiosamente, a Carol foi indicada para sair pelo público nessa última eliminação tripla. Minha torcida era bem maior e comprovada em todas as vezes que enfrentei um colega no “paredão”: com o Alle 72%, Michele 68% e Pedro 47% (num paredão triplo com a Carol). Após a minha eliminação, o programa retornou com a decisão popular para escolher o vencedor entre Claudio ou Carol. #FAIL!!! Acho que hoje, com a força das redes sociais, seria tudo diferente!

Bruna Jones: Você ainda tem contato com seus colegas de confinamento?
Eduardo Paiva: Tenho através das redes sociais com a Paola, Carol, Vanessa, Pedro, Alexandre, Liz e a Michele.


Bruna Jones: Participar do reality show trouxe benefícios para a sua carreira?
Eduardo Paiva: Trouxe a oportunidade de tentar trabalhos na TV, como no próprio SBT. Lá, fiz teste e passei para a novela Maria Esperança com o personagem Felipe. Mas como novela no SBT era uma por vez, às vezes, levavam uns seis meses para chamarem para outro teste. Na Globo, um produtor de elenco na época sugeriu que eu não comentasse essa experiência por lá e que evitasse também usar qualquer imagem do programa no vídeo book (material de trabalho em vídeo do ator). Foi quando decidi trocar o sobrenome artístico. Em 2009, fiz por lá o Sanjit de Caminho das Índias, um indiano amigo do Bahuan (Márcio Garcia). Nessa mesma época, a Record estava crescendo com suas novelas, mas só rolaram participações pequenas em Luz do Sol e Caminhos do Coração.

Bruna Jones: Em qual momento da sua vida, você chegou a conclusão que queria se tornar ator?
Eduardo Paiva: Sempre gostei mesmo é de escrever histórias. Gastei muito caderno escrevendo até minha adolescência. Acho que atuar veio depois quando resolvia encenar meus próprios textos em casa para família ou sozinho mesmo. Tinha uma imaginação incrível para transformar cacos de vidro em diamantes, coisa de criança. RS.

Bruna Jones: Você trabalhou tanto na televisão quanto no teatro, tem uma preferencia entre os dois? Eduardo Paiva: Os dois! Difícil escolher, mas sinto mais falta das aulas de teatro.


Bruna Jones: Qual foi o maior desafio que você encontrou na carreira de ator?
Eduardo Paiva: Não ser julgado pela capa. Conheci muita gente “grande” que me prometia um teste em novela, mas com esticada para um jantar. Acho que não fui levado muito a sério nesse percurso. Tem um autor de novela das nove da Globo que me convidou para jantar e falar sobre seu próximo trabalho, mas chegando no restaurante foi uma frustração só - Acho que enquanto existir gente oportunista, existirá também gente oferecendo papel na novela das nove em troca de romance ou cama – É óbvio que não rolou. No dia seguinte, me ligaram da Globo para um teste para a tal novela que escrevia (ainda em fase de produção), recebi o texto por e-mail e fui no dia marcado. É claro que não passei, mas até o dia do resultado eu poderia ter mudado tudo, segundo ele. Naquele momento, abri mão da carreira. Disse a mim mesmo: CANSEI!... Vi que eu não era tão ambicioso como achei que fosse... Havia me formado na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), feito alguns trabalhos no teatro, tv, mas parecia que nada disso importava! Se beleza abre portas, garanto a vocês que também ela fecha, mantendo você preso a um estereótipo. E foi assim com um segundo autor, menos famosinho de outra emissora, com alguns produtores de elenco, atores que insinuavam ter “bons contatos” e até um diretor de um extinto programa de TV dominical. Mas não posso dizer que sempre foi assim, graças a Deus, encontrei bons profissionais que me permitiram trabalhar com dignidade.

Bruna Jones: Você também se formou em relações públicas, o que te fez encontrar uma nova carreira?
Eduardo Paiva: Não se pode viver só de testes ou esperando uma ligação de trabalho. A carreira de ator é muito egocêntrica e você, se não está trabalhando, se cobra ou as pessoas fazem isso por você. Para muitos, você só é ator se estiver no ar. Ter uma segunda carreira foi estratégico caso a primeira não desse certo.

Bruna Jones: Agora que você concluiu o curso, pretende retomar a carreira artística?
Eduardo Paiva: Me formei em Relações Públicas e trabalho, atualmente, na área no jornal O Globo, no Rio. Penso em voltar sim, Bruna! :)


Bruna Jones: E se você fosse convidado novamente para um reality show de confinamento, você aceitaria o desafio novamente?
Eduardo Paiva: Toparia A Fazenda!

Bruna Jones: Quase onze anos depois da Casa dos Artistas, você continua sendo o mesmo Eduardo Paiva que esteve em nossas casas por quase três meses?
Eduardo Paiva: Eu era um menino que gostava tanto de TV que foi parar dentro dela. A gente amadurece com o tempo né? E envelhece, rs. Mas a essência é a mesma. Nunca me deslumbrei e sempre fui pé no chão.

Bruna Jones: E quais são as novidades que o pessoal pode ficar esperando?
Eduardo Paiva: Devo voltar às rodas de leituras de textos esse ano e espero que role alguma montagem para o segundo semestre, mas preciso ter mais tempo! Trabalho 8 horas por dia dentro do jornal, que é outra paixão. Por isso que na TV só sendo um trabalho bom que me faça abrir mão de tudo. Bom mesmo!


Pensam que acabou? Ainda tem um recadinho do rapaz, confira: "Não me conhece ou não lembra de mim? Prazer, Eduardo, Edu, Du, Dudu, Duda! :P Se lembra ou conhece: Agradeço pelo carinho e pelo interesse em ler essa matéria sobre mim. Vamos nos falar nas redes sociais? :)"

Se a resposta for sim, basta conferir o InstagramFacebook ou Twitter dele, clicando nos nomes das redes sociais.

E eu? Logo mais estarei de volta com uma nova entrevista. Qualquer novidade eu volto, lembrando que quem quiser entrar em contato comigo, pode add no facebook, procurando por "Bruna Jones" e que agora na página oficial do blog, vocês encontram conteúdo exclusivo: clique aqui! Podem também procurar e seguir no twitter no @odiariodebrunaj certo?

3 comentários:

  1. Cadê ele hoje em dia 2017 . Não consigo achar nada dele nas redes sociais Eduardo Paiva

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    1. https://m.facebook.com/odudap1?fref=nf

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    2. https://m.facebook.com/odudap1?fref=nf

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